sábado, 4 de dezembro de 2010

São duas horas, e eu queria estar a dormir. Mas tu insistes em permanecer na minha cabeça como uma canção na rádio. E tudo o que eu simplesmente sei é que eu tenho que estar perto de ti... sim eu tenho que estar perto de ti.
Fico aqui sentada, fico aqui transformando estes minutos em longas horas... tento acalmar os meus nervos, tento não transparecer este nervosismo miudinho que me consome por dentro, tento não falar de emoções, tento não pensar muito. 
Talvez sejamos amigos, talvez sejamos mais... talvez seja apenas a minha imaginação.
Mas não importa... assim sinto-me bem, assim sinto que não vais voltar atrás.
Quando estás por perto sinto-me nervosa, as palavras custam a sair. Quando falam de ti, fico sem reacção, tento mostrar me  indiferente ao que dizem. Quando sorris, mostras me sempre que há algo mais para além do que vejo. 
Sempre há algo mais... Há sempre uma palavra que ainda não foi dita, um gesto que ainda não foi mostrado, um olhar que se recusa a encarar o outro...Ocultamos sentidos , fingimos que não há, deixando os dias perdidos entre cá e lá... 
Sorrisos e  palavras. Olhares e gestos. Histórias e verdades. É isso que simplesmente encaramos aqui, sem pensar no que vamos deitar fora no amanhã. Fazemos de conta que é comum o que realmente existe, que olhamos como toda a gente, que apenas é vulgar, e não diferente 

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