Não quero que me deixes, não quero que digas que já não queres. Preciso que fiques, preciso que prometas que vais tentar. Promete-me só isso.. que vais simplesmente tentar.
Já passaram alguns meses e acabei por criar um sentimento sem sentido, sem "porquês", sem "para quês". Criámos uma cumplicidade curiosa, criei uma sensação de bem-estar do teu lado, e só ao teu lado. Não me perguntes como isso aconteceu, porque não sei te responder. Na realidade , num pequeno espaço de tempo fizeste-me sentir uma felicidade que ficou refém do meu frágil coração! Eu sentia-me bem, isso posso te garantir. Sentia-me segura nos teus braços, sentia-me forte com a tua doce presença, tinhas a capacidade de tornar o meu dia no melhor de sempre, porque simplesmente sabia que naquele dia estavas comigo e que não me ias abandonar. Disso eu tinha a certeza. Mas sabes, sempre temia, sempre receava pelo amanha, mas aprendi desde cedo a lidar com isso, era mais forte eu sabia, mas eu conseguia ser mais forte.
Por vezes a distância , a indiferença torna-te num alguém desconhecido aos meus olhos. A tua indiferença ao que te rodeia torna-te cobarde perante mim, perante o que somos. Até pode ser de ti mesmo, até podes não ter uma justificação lógica, mas a mim faz-me mal, sinto-me sem chão, sem ter onde me segurar perante este mundo cruel, perante este mundo de paixões e dramas, de amores e desilusões. Por mais que tente, acabo sempre por cair. Admito que já chorei por ti, lágrimas estúpidas, lágrimas sem sentido, lágrimas que criaram um sentimento de revolta, porque prometera a mim mesma nunca mais chorar por ninguém, nem sequer por ti, nem sequer por um novo "alguém" na minha vida. Eu não queria, acredita, e no dia que isso aconteceu, dei conta que me afeiçoei a ti mais do que deveria, dei conta que chegaste ao meu coração, não sei se profundamente, mas de alguma maneira chegaste. O que eu mais temia, aconteceu. E agora? Diz-me o que faço para que tal não seja mau sinal? é tudo tão mais difícil quando isto acontece, mas só por uma das partes. É tão mais difícil quando te isolas num mundo a parte do meu, e me deixas perdida. Torna-se inevitável com as tuas atitudes, torna-se inconveniente para o que somos no hoje.
Para o que somos? A pergunta que constantemente invade os meus pensamentos? Já paraste para pensar no que somos? Já olhaste para mim de maneira a sentires o que sou em ti, que diferença faço na tua vida? Por vezes sinto que esse labirinto que te envolve não permite que aqueles que gostam de ti se aproximem mais do que aquilo que consideras seguro para ti. Por vezes sinto que recuas cada vez que tens que lidar com a realidade das relações amorosas. Não quero que o que supostamente somos se torne banal, se torne insignificante. Não quero ser, o que por aí se diz: mais uma.
Sinto medo, e a necessidade de me refugiar em mim torna-se cada vez maior. Afasto-me, ignoro, tento não me importar, luto contra os meus sentimentos, contra a minha vontade. Lido com a minha má disposição, lido com a presença da tua ausência no meu dia-a-dia. Fecho os olhos, com o desejo de tornar a realidade num sonho. Fecho os olhos , e apesar de tudo continuas por aqui à tua maneira.
E a verdade é que eu me importo sim, mais do que eu queria, mais do que eu deveria ♥

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