Deito-me na cama, olho para a televisão e fixo os olhos nela. Começo a remexer no telemóvel mas sem sinais, sem uma mensagem tua. Mentalizo-me que tenho de pousar o telemóvel, que tu não vens, que não há nada a fazer senão entreter-me a ver novelas sempre com a mesma historia onde os fins acabam todos muito bem. Entre mil soluços e mil silêncios eu tento parar por aqui. Há vazio, há falta de comunicação, há falta de ti, há falta de sinais e de provas. Há uma ausência, um tempo perdido e um 'adoro-te' lançado no ar. À minha volta há gritos, há lágrimas, há um aperto das mãos e uma cabeça baixa. Revejo tudo o que um dia passei contigo do meu lado. Tudo o que foi teu. Entre espaços de memórias lanço momentos atrás de momentos. Choro atrás de choro. E acabo por me encontrar neste quarto fechado, esperando que um dia este silêncio leve a dor para longe de mim. Mas o teu cheiro continua a sufocar-me com saudades, a insónia insiste em permanecer, e o meu coração insiste em querer ter necessidade de escrever-te agora e depois, de continuar a sentir a tua falta.
Eu não queria escrever-te, eu não queria sentir a falta, eu não queria enviar-te mensagens atrás de mensagens enquanto ouço o meu coração a chamar por ti. Não queria continuar a ler diariamente, sem falhar, todas as palavras que um dia me deste, nem continuar a olhar encarecidamente para as tuas fotografias. Eu não queria esperar por ti. Não queria esperar que um dia te lembres que eu afinal ainda estou aqui... EU NÃO QUERIA...

ohh, va lá miúda, gostei de ler ... mas não fiques assim, um dia destes quando te encontrar, vamos comer um gelado ;D
ResponderEliminar"Bruno Filipe"